" No começo pensei que estivesse lutando para salvar seringueiras, depois pensei que estava lutando para salvar a Floresta Amazônica. Agora, percebi que estava lutando pela humanidade." - Chico Mendes


segunda-feira, 11 de abril de 2011

O Direito "esfria"


Queridos leitores, faço hoje a ultima postagem que me cabe sobre os temas propostos a este trabalho. A qual será sobre uma reportagem que li na globo.com, que relata como uma nova lei de terras 'esfria' interesse de americanos no agronegócio brasileiro.

A atuação do direito através desta lei que gerou desde o ano passado um parecer da Consultoria-Geral da União aprovado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva limita à aquisição a áreas de no máximo cinco mil hectares para estrangeiros, e também o terreno não pode ultrapassar 25% da superfície do município. Fato que “esfriou" a disposição dos americanos em investir no agronegócio brasileiro. Como conseqüência reduziu também a busca deles em se fixar em residências no Brasil.

Crê-se que o objetivo é apenas barrar movimento especulativo com a terra brasileira, assim espera-se do governo uma flexibilização de tais restrições, tendo em vista que a terra é um bem muito valioso no Brasil, e tem perspectiva de valorização muito grande. E é notório que o governo não quer transformar a terra brasileira em mais uma commodity para o mercado financeiro.

       Como resposta uma reportagem foi publicada pelo jornal britânico "Financial Times", a qual diz que o Brasil tem capacidade para aumentar a produção de alimentos em um mundo onde a demanda por comida só aumenta, mas que precisará de "enorme investimento doméstico e estrangeiro" para atingir seu potencial. Ainda diz que o Brasil planeja restringir especuladores de terra no Brasil e que permitirá apenas a presença de investidores "genuínos" para atender ao interesse brasileiro de atrair investimento privado para o setor agrícola.


Esta reportagem do G1 é relevante porque cabe ao governo brasileiro estabelecer a diferenciação entre especuladores e investidores, e assim evitar que sejam afetados  produtores que queiram se estabelecer no Brasil para produzir internamente e estimular a economia. Veremos agora, quando se fizer o balanço do governo da Dilma se essa postura rigorosa causará superávit ou déficit na balança comercial. Veremos até que ponto essa postura desestimulou os que compram e investem, e se “tiro não saiu pela culatra”. Veremos até que ponto o jogo de interesses entre o governo, a polícia e o judiciário, maquiado pela imprensa influencia um país.

Espero que o blog tenha sido ou venha a ser útil a vocês.
Aquele abraço de sempre.

Grande aliado?


Todos sabem que o café sempre foi um dos produtos que mais gira o capital no Brasil. No último dia 30, Minas recebeu a vistida da Presidente da República Dilma, que afirmou que Minas Gerais é o coração do café, sendo assim, fez uma parceria Minas e Ministério Público para resgatar o lugar do café na exportação.
Será mesmo que essa foi uma grande união? Creio que sim, pois com a ajuda do Estado, teremos o impulso necessário para colocar o café no topo das exportações novamente!!

Leia a matéria completa no link abaixo :

http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?tit=cafe_ganha_aliado_de_peso_no_governo_federal&id=52743


Beijos e Abraços.

Acabou de sair do "forno"


Por Andrea Vialli, estadao.com.br, Atualizado: 11/4/2011 0:36

Relatório mostra que menos de 1% das multas aplicadas pelo Ibama são pagas

Ed Ferreira/AE-13/2/2008
"Impunidade. Apreensão de madeira ilegal no Pará: Ibama lavrou mais de R$ 1 bilhão em multas no Estado em 2010"
Menos de 1% do valor das multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por infrações ambientais chegam efetivamente aos cofres públicos, aponta relatório do próprio órgão obtido pelo Estado. O documento traz um panorama das autuações feitas entre 2005 e 2010. O porcentual médio de multas pagas no período foi de 0,75%. No ano passado, o índice foi ainda menor - apenas 0,2%.
Os dados mostram ainda que o número de multas aplicadas caiu 42% no período - de 32.577 multas em 2005 para 18.686 em 2010, bem como os valores relacionados a essas multas. A maior parte das autuações está associada a crimes contra a flora, o que inclui desmatamentos, queimadas e venda de madeira ilegal.
Há ainda Estados com autuações bilionárias. É o caso do Pará, que desde 2005 encabeça a lista de recordistas em multas por infrações ambientais. Só em 2010, o valor das autuações soma R$ 1,02 bilhão. Mato Grosso vem em segundo lugar, com R$ 376,5 milhões em 2010.
O baixo porcentual de multas efetivamente pagas reflete, segundo o próprio Ibama e especialistas, a complexa tramitação dos processos de apuração de infrações ambientais. 'O processo administrativo de apuração de infração ambiental não tem o poder de, per si, garantir o pagamento de multa', explicou o Ibama em nota ao Estado.
A legislação atual prevê a inscrição de devedores no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e a inscrição de débitos na Dívida Ativa da União, em procedimento de execução fiscal exercido pela Advocacia-Geral da União. Para chegar a tanto, o processo passa por duas instâncias de julgamento. Antes de 2009 - quando deixou de existir a possibilidade de recurso final ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) - os processos chegavam a voltar até oito vezes ao órgão ambiental.
Por outro lado, segundo o Ibama, os processos de autos de infração referentes aos crimes de desmatamento são de tramitação mais complexa, pois envolvem altos valores de multas e frequentemente são contestados na Justiça. 'Esses processos refletem também a ordenação fundiária da Amazônia Legal, com implicações na confirmação de autoria da infração ambiental', afirma a autarquia.
'A quantidade e os valores das multas são proporcionais às regiões onde ocorrem mais desmatamentos e onde as fiscalizações têm sido mais intensas', avalia Brenda Brito, pesquisadora do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). A entidade realiza estudos desde 2004 na Amazônia que confirmam o baixo pagamento das multas ambientais. 'Na melhor das hipóteses, a arrecadação das multas chega a 3%', diz.
Laranjas. Além dos aspectos burocráticos, o alto índice de multas não pagas é fruto também da informalidade em que operam muitas empresas, especialmente na Amazônia Legal. 'Em Estados como o Pará, é comum empresas serem abertas por 'laranjas'. Uma vez multadas, essas pessoas jurídicas não possuem bens nem recursos, então a multa nunca chega a ser paga', explica Ubiratan Cazetta, procurador do Ministério Público Federal (MPF) no Pará. 'Essas empresas de fachada são propositalmente criadas para serem carregadas de multas.'
A queda no número de multas ambientais de 42% entre 2005 e 2010 não aponta, necessariamente, para a diminuição real das infrações ambientais no País. Segundo o Ibama, 'houve uma mudança de estratégia, que trouxe redução do número de autos de infração, porém resultou em multas mais elevadas', afirma a nota. 'O Ibama deixou a rotina de fiscalizar cada localidade para concentrar energia no combate a grandes desmatadores e a ilícitos ambientais de maior abrangência identificados por meio do cruzamento de imagens de satélite com informações sobre as frentes de desmatamento na Amazônia e demais biomas.'
Para Brenda Brito, do Imazon, a diminuição da quantidade de multas não é ruim. 'O foco nos grandes infratores dá resultado, assim como a apreensão de materiais, como madeira ilegal', diz. No entanto, ela avalia que não basta multar. 'Emitir multa é importante, mas não deve ser a principal estratégia de combate aos crimes ambientais', avalia a pesquisadora. 'É preciso investir mais em prevenção do desmatamento e em medidas como embargo das áreas onde ocorreram as infrações e sanções de crédito aos desmatadores', aponta.
Vigilância. Outra saída para a redução dos crimes ambientais é a vigilância do mercado, na avaliação do procurador do MPF no Pará. Foi o que aconteceu com a cadeia da pecuária no Pará, em 2009. Após a atividade ser apontada como o principal vetor de desmatamento na Amazônia, supermercados, frigoríficos e pecuaristas firmaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). Os frigoríficos se comprometeram a só comprar gado de pecuaristas com a situação fundiária regularizada, inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
O resultado foi uma explosão no número de propriedades rurais cadastradas, que é o primeiro passo para a regularização ambiental das terras. Em 2007, apenas dez propriedades do Pará estavam inscritas no CAR. Hoje, são 52 mil. 'A combinação de ações mais efetivas de fiscalização com um esforço para regularizar o setor produtivo é o caminho mais eficiente para a redução de crimes como o desmatamento', resume Cazetta.
PARA LEMBRAR
Ministra pode adiar punição a infrator
Contrária ao projeto do Código Florestal que tramita na Câmara, a ministra Izabella Teixeira admitiu a prorrogação de um decreto que determina o início das autuações dos fazendeiros que não estiverem em conformidade com a lei. A norma deve entrar em vigor no dia 11 de junho, mas o governo quer ganhar tempo para negociar mudanças no texto do projeto que altera o Código Florestal.

Nasce a Associação de Direito do Agronegócio

Com o objetivo de criar um palco de debates, advogados fundaram a Associação Brasileira de Direito do Agronegócio (ABD-Agro). A associação pretende suprir a falta de familiaridade com os assuntos relacionados ao Direito do Agronegócio, como afirma o advogado Alexandre Beçak David do escritório Barreto Ferreira, Kujawski, Brancher e Gonçalves Advogados e presidente da ABD-Agro. Há cinco anos atuando na área, ele explica que a ABD-Agro é um projeto nascido em 2006, mas foi o momento econômico possibilitou a sua inauguração.

O agronegócio representa hoje 30% do PIB do país. Segundo ele, o setor, com toda a sua grandiosidade, mascara grande parte de suas carências, como o crédito. “No passado, quase todo financiamento agrícola era feito através do crédito rural, mas depois da Lei 11.076/04, o crédito privado começou a ser outro importante fator gerador do crescimento do setor, através dos novos títulos do agronegócio.

04/08/2010
FONTE: www.conjur.com.br


Musica : CUANDO LOS ANGELES LLORAN (Chico Mendes)- Maná

Olá pessoal! Aqui é a Sarah Valadares ,estou postando esse video da banda mexicana Mana em homenagem a Chico Mendes pelo login da Amanda pois houveram alguns probleminhas na  postagem pelo meu login. A musica é bem emocionante ,espero que gostem!!


domingo, 10 de abril de 2011

Algodão

Bom aqui estou novamente, todos acham que o algodão não é uma grande fonte de renda para o Brasil. Estão todos errados, o algodão só vem crescendo a cada dia e este ano estamos colhendo a maior safra em 140 anos. Nenhum outro produto vai sentir essa melhora. Saiba mais sobre este assunto clicando no link abaixo :

http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.phptit=algodao_atinge_maior_preco_dos_ultimos_140_anos&id=52887

Abraços....

Perfil do Agronegócio Braseileiro e do Agronegócio de Minas


Bom galera achei esse vídeo muito bacana, pois ele faz uma relação do agronegócio do Brasil como um todo e também faz a comparação do estado de Minas Gerais, mostrando os índices de exportações até o ano de 2008.



Beijos e até a próxima.